Eu ainda vou achar…
13 de novembro 2008 , por Michele Chaluppe , Sem comentáriosDeve estar lá em casa. Foi o texto mais lindo que eu já vi.
Vou procurar com cuidado e perder um tempinho transcrevendo! Vai ser um prazer!! Eu gosto muito de ler aquilo e me emociono a cada vez.
Já li em voz alta para o meu pai, para a minha mãe e para o meu namorado. Poucas pessoas têm paciência para escutar um texto lido hoje em dia… É claro, que eu poderia ter emprestado a revista. Mas aquela emoção era minha. Eu queria muito que todos sentissem o que eu senti. E precisava ver as expressões de cada um, ao proferir cada palavra.
Era sobre o Maradona. Uma mulher argentina, senhora, mãe de família, nenhum conhecimento, nenhuma intimidade com futebol. E uma devoção incrível pelo jogador, que ela classificava como boca-suja.
O texto é creditado a blog dessa mulher, que escreveu quando Maradona definhava no hospital. Todo mundo ficou em alerta pela gravidade do quadro médico, mas os argentinos entraram em desespero. Ela (a mulher do texto lindo) acendia velas. Não porque gostasse de Diego, mas porque a palavra do marido era lei naquela casa. Por isso, se o marido dissesse que há de acender três velas, ela acenderia.
Devia muita coisa ao Maradona. Porque teve um tempo em que não tinha comida na mesa da casa dela. Foi o tempo de Maradona campeão do mundo. E graças a ele, toda a família, quando perguntada sobre aqueles anos, diz que foram ótimos, lindos, os melhores da vida deles. Se lembram do título de 86, esquecem que passaram fome.
Texto simples e delicado, de uma mulher apaixonada não pelo homem, mas pelos efeitos dos atos dele. Chorou no episódio da efedrina – porque era mesmo momento pra chorar. E o Marcos Caetano nos brindou com a reprodução dessa obra-prima, na revista Invicto.
Vou achar e dividir com vocês. É fácil entender, depois de ler, porque botaram Maradona como técnico… Era preciso amor pela nação. Só ele desperta tudo isso.
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