No vovólei de praia
10 de março 2009 , por Michele Chaluppe , 1 comentárioUns amigos chamaram e eu fui. Vôlei de praia às 8h da manhã. Uma alternativa para as manhãs-não de corrida. Não tem uma história que correr na areia deixa a bunda lá em cima? Vôlei de praia, além de diversão, podia servir pra isso.
Fui hoje. Não sei se vai servir…
Trabalhei até às 23h30, fui pra casa correndo e dormi antes dos 30 minutos do “sleep” da tv se esgotarem. Despertador às 7h. Biquini, shorts, camiseta, havaianas e lá vou eu.
Problema 1: não moro na praia de Ipanema, precisei pegar um ônibus. Outro problema: a avenida da praia fica fechada no sentido da minha ida. Tem que descer em outra rua, atravessar a Farme de Amoedo (que nessa hora não tem viados) e chegar à escolinha da Letícia. Obviamente, ninguém encontra nenhuma Letícia.
O professor é o Pedrinho. Meus três amigos já estavam lá animados, aquecendo. Tem umas crianças, uns adolescentes. E, de repente, chegam elas… As vovós. Inteironas. Equipadas. Falando grosso. Fazendo os exercícios direitinho. Correndo pelas areias. Dispostas.
Começa a hora do jogo. Todo mundo separado em três quadras: crianças, intermediários e vovós… As vovós dando show!!! A mulherada que beira os 60 manda bem! Impressionante.
Ninguém ali, é claro, tá com o corpo da Juliana Paes. Mas tá todo mundo correndo atrás. Achei bom… Achei revitalizante. Mais que uma opção para os dias-não de corrida, é um momento de admiração da natureza. Da natureza humana. Das amizades. Do conflito dessa cidade em que quem vai para o trabalho divide o ônibus com quem vai pra praia. E daquele marzão lindo de Ipanema, temperatura exata, mergulho revitalizante… e ainda são 9h30 da manhã.
RSS Papo Calcinha


Mi, que inveja dessa disposição, amiga.
O dia que eu acordar esta hora e com este humor, serei feliz eternamente. Por mais que eu tenha vindo morar na praia e que ela fique ali, a um passo da porta, tudo o que eu quero é dormir…