Ainda encontro a fórmula do amor!

Massaroca de sonhos e sentimentos

14 de junho 2007 , por Anônimo , 5 Comentários

Depois de muito procurar, você finalmente achou a pessoa perfeita para amar. E para a sua sorte, essa pessoa pensa o mesmo de você. O próximo passo natural é juntar as escovas de dente e passar o resto da vida celebrando este amor. Felizes para sempre, certo? Errado. Dividir o seu espaço com outra pessoa não é nada fácil. Implica em escolhas e concessões. Dividir o espaço na pia, escolher o programa no final de semana, decorar a casa… Tudo isso gera uma dinâmica de forças dentro do relacionamento que precisa de equilíbrio. A vontade de um fala mais alto numa hora, só para sucumbir aos desejos do outro depois. Mas concordar em ver ?Velozes e Furiosos? para depois tê-lo como companhia no Ballet do Municipal é até fácil. O que acontece quando as concessões começam a ficar mais complicadas?

Em que cidade morar? Abandonar a carreira para ter filhos? Como educar os filhos? Quanto mais tempo você passa num relacionamento, mais provável é que você se depare com essas escolhas (muito) mais difíceis. A dinâmica de forças continua lá, só que o equilíbrio fica mais difícil de atingir. Grandes concessões implicam grandes responsabilidades. Quanto mais você abre mão de coisas na sua vida, mais intenso o relacionamento fica (para o bem e para o mal). A pergunta fundamental aqui é: onde fica o limite? Quando uma concessão é grande demais?

A resposta é simples: o limite é você mesmo. Complicado é entender o que isso quer dizer. Temos uma tendência (principalmente nós mulheres) a ficarmos cegos quando amamos. Cegos para tudo e até para nós mesmos. Acabamos fazendo escolhas que colocam o relacionamento em primeiro plano e nós mesmos em segundo. ?Mas isso não é legal?? ? perguntariam alguns. Eu diria que algumas vezes isso é até necessário, mas que é mais provável que este tipo de escolha venha a minar o seu relacionamento ao invés de fortalecê-lo.

É o velho ditado da mamãe: ?ame você mesmo antes de amar alguém?. Mesmo que não percebamos, abrir mão de determinadas coisas gera frustração, frustração gera raiva que costuma causar conflitos no relacionamento. Muitas concessões inconseqüentes podem gerar muita frustração, muita raiva e por isso muitos conflitos. Mas e que ?determinadas coisas? são essas? Bom, é aí que entra a parte mais difícil: só você pode saber.

Muitas vezes o que pode parecer uma decisão difícil como morar em cidades diferentes, adiar ou adiantar filhos, viagens ou planos de carreira é na verdade o único caminho a se seguir. Por que é o caminho que mantém a integridade da massaroca de sonhos e sentimentos que somos nós. Pode ser que percamos algumas coisas nesse caminho, mas sempre teremos muito mais a ganhar.

Mas e o outro? E o amor? E o relacionamento? Bom, o outro ama você, certo? Ele ama você, a massaroca de sonhos e sentimentos. Sendo fiel à você mesmo, o outro vai continuar te amando. A dinâmica de forças do relacionamento vai achar um equilíbrio, uma forma de manter o relacionamento vivo sem corromper a integridade de cada parte do casal. Para mim, esta é a grande dádiva do amor.

por Charlote

Publicado em 14 de junho 2007 às 10:08 AM na categoria Bom conselho. Você pode acompanhar as respostas a este post através de nosso feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou colocar um trackback no seu site.

5 Comentários to “Massaroca de sonhos e sentimentos”

  • Charlote disse:

    Marcelo, acho que você tocou num ponto essencial: fazer nossas escolhas sem medo. O medo é uma das coisas que mais tolhe a nossa vida e muitas vezes fazemos escolhas baseados nele sem nem perceber. Não é que a gente não deva ter medo, mas não deve guiar nossa vida por ele.

  • Entendo que os relacionamentos são escolhas que fazemos nas circunstâncias em que estamos naquele momento, prever acontecimentos futuros por mais que queiramos é algo inútil, é preciso com algum bom senso e responsabilidade fazermos as nossas escolhas sem mêdo, o amanhã virá inevitavelmente e lá estaremos pensando diferente do que pensamos hoje, vivendo uma fase diferente da nossa vida e fazendo outras escolhas que nos parecerão certas naquele momento.

  • Charlote disse:

    :D Eu gosto de exemplos beeem fortes e drásticos! Ajuda a gente a pensar melhor nas nossas decisões que nem sempre são tão dramáticas ;)

  • Juju disse:

    Charlote, a história é priorizar e pesar as decisões. Adiar ou adiantar filhos, mudar de cidade, são decisões de plano de vida. Devem ser tomadas depois de conversadas MUUUITO e quando os dois lados do casal está 100% seguro. Para as concessões corriqueiras, de ordem prática, acho que a vida é curta e precisamos simplificar as coisas: concessões não devem ser feitas quando envolvem sacrifícios, porque lá na frente, mesmo que você se convença que tenha sido sua escolha e procure não se frustrar, a raiva vem mesmo aliada à sensação de que você foi otária, gastou energia e tempo em algo que odiava fazer, só por amor, e o mínimo que vai exigir é alguma espécie de “troco” por isso. Jamais vejo um filme que não quero, também não sugiro que ele vá ao ballet comigo. Para isso servem… AMIGAS! :)

  • Deise disse:

    Charlote, se relacionamento fosse fácil, a gente nem gostava.
    Temos o péssimo hábito de descarregar nossas frustrações em quem mais amamos. Então, se vc quer amar bem, não se frustre. Se o texto é pessoal, acho q vc tá no caminho certo.
    “Velozes e furiosos” é forte demais, não??? Pra mim é!! ;-)

Comentários