Passou do ponto
16 de outubro 2007 , por Anônimo , 9 ComentáriosInício de relacionamento é sempre bom, mesmo os mais despretensiosos. Você conhece o cara, recebe o convite pra sair, decide aceitar ? afinal, sempre vale a pena tentar. Primeiro jantar, primeiro beijo, ligação do dia seguinte, novo convite, novo encontro, noite mais quente, primeira transa, mais encontros, mais ligações do dia seguinte. Tudo parece indo bem, e é a hora do relacionamento evoluir. Surge a vontade de passar mais tempo na companhia do sujeito, para ter certeza se realmente vale a pena, para conhecê-lo melhor e ver no que dá. Uma noite de jantarzinhodrinks (e o que vem depois) já não é mais suficiente. Você quer cinema, passeios de mãos dadas, almoços, café da manhã, praia, viagem de final de semana.
Trata-se do momento crucial, o turning point ? quando é preciso decidir se a história vai ficar somente nesse lance casual ou se pode ir mais além, se vale a pena investir, se pode virar uma história mais interessante. O rapaz é boa gente, a companhia é agradável, existem algumas afinidades e ele se mostra interessado, é carinhoso, demonstra prazer na sua companhia, faz planos de programas a dois. Tudo parece contar favoravelmente. É, deve valer a pena investir.
Subitamente, ele não parece mais tão disponível. Trabalha até tarde e aos finais de semana, tem o futebol, o Maracanã, o almoço com a família, a viagem já planejada com os amigos. Ele continua ligando, diz que quer muito te ver, adora sua companhia, mas a viagem planejada não sai, os encontros continuam limitados ao jantarzinhodrink e você acaba se sentindo ?encaixada? numa brecha da concorrida agenda. O relacionamento não evolui. O que ele diz não condiz com seus atos, e ele ainda insiste no mesmo discurso.
Nessa situação, só existem duas opções possíveis:
(a) Ele não está tão interessado quanto você julgava. Talvez esteja apenas ali em cima do muro ? não quer investir, mas também não quer deixar de lado.
(b) Ele até está sendo sincero quando diz que quer MUITO te ver, mas não foi capaz de perceber que este é o momento de fazer um esforço extra.
Talvez seja uma mistura das duas opções, mas isso nem importa muito: é ruim de qualquer jeito. A coisa passou do ponto, o tal do turning point passou batido e não vingou. O timing foi perdido, nem importa mais o que ele venha a fazer. É, acho que não valia a pena investir.
Mais uma vez, concluo que não há mais espaço para esse tipo de relação na minha vida. Prefiro uma história real, mesmo que curta, a uma sequência de encontros que não formam uma história. Não tolero mais ser tratada como uma adolescente incapaz de ler nas entrelinhas, considero praticamente um insulto. Quero homens de verdade, seguros do que desejam e cujos atos façam jus ao seu discurso ? mesmo que o discurso me desagrade.
E a busca por um tal homem de verdade continua, e parece que estão cada vez mais raros. Que venham os próximos e eu tenha mais sorte. Quem disse que é fácil a vida de mulher solteira?
Por Claire.
RSS Papo Calcinha


Cueca de passagem ainda pode postar comentário? ; ` )
Bem, eu esbarrei com esse site quando fazia uma pesquisa no Google sobre o que as pessoas entendem por “relacionamento sério”.
Eu li o artigo da Claire, e me interessei muito pelo que ela escreveu, pq eu vivi um relacionamento com muitas características parecidas – se bem que, se eu entendi bem, o que causou frustação na cara blogueira foi a mudança súbita de disponibilidade do namorado e a incongruência entre o seu discurso e seu comportamento.
Se o tópico não estiver encerrado, melhor dizendo, se ainda houver interesse de alguém, eu gostaria de partilhar minha experiência e o que tenho pensado sobre o assunto.
Saudações, Ricardo
acabei de passar por isso… tenho 22 e ele 36. achei que seria um relacionamento maduro, mas foi um dois piores que vivi.
acredito de causa própria que sim, existem histórias que vão em frente, assim que passam do turning point. o macho cai babão e tudo que quer é a sua companhia porque SIM entendeu que vc é uma super mulher e combina em cheio para ele que é um cara legal. mas a questão que sempre empaca no turning point quando o cara não reage é: porque os homens não conseguem ser diretos e dizerem: não, eu não quero nada além disso que temos hoje, ok? e pronto!!! mas quero muuuuito te ver e não reagir, aí é sacanagem. mas já é uma dádiva você estar percebendo isso, a sensibilidade do turning point é algo difícil de ser reconhecida por nós, mulheres sonhadoras e querentes… parabéns!!!
É infelizmente o homens não vê as mulheres como mulheres e sim como objeto, e isso para nós que estamos em busca de um relacionamento sério é muito complicado!
Mas não devemos desistir se esse é um objetivo na nossa vida.Boa sorte a todas nós…
Depois de um ano e meio nesta vida é que chegou um turning point bacana na minha vida. Mas vc está certa ao se recusar a viver uma vida de encontros que não se transformam numa história. Sábia decisão!
Demais esse blog!!! Aproveito e deixo o convite para meu texto sobre a poética feminina, uma homenagem para blogueiras como vocês:
http://nao2nao1.com.br/ensaios/da-poetica-feminina-dedicado-a-blogueiras-mulheres-e-ela/
Abração!
é tanta energia desperdiçada em histórias como essa que dá raiva…
Pior é quando o discurso não condiz com os atos e o moço não é novo… O ato é reincidente. Faz a gente se sentir tão burra, né? Nem me fale…
O problema é que as histórias reais estão, cada vez mais, parecidas com estas que passam do ponto e se repetindo aos montes! Poucos são aqueles que jogam limpo, que alinham o discurso à prática.
Vida fácil? Só a da solteira burra, que ainda investe em relações incompletas como essas…