31 de Julho, 2008, 2 comentários
Você sabia que hoje é Dia Mundial do Orgasmo?
A data foi criada há quatro anos por sex shops inglesas, que chegaram a uma constatação triste: cerca de 80% das mulheres inglesas nunca chegaram ao orgasmo.
Por aqui a realidade não é tão mais prazerosa: uma em cada quatro mulheres não atingem orgasmo. Talvez por isso, 60% das brasileiras simulam na cama.
Gente, façamos o favor né? A coisa pode até ser complexa, mas não é uma busca pelo Santo Graal (apesar de o Indiana Jones ajudar na imaginação).
Eu já ouvi estórias de quem só foi conhecer o dito cujo depois de anos de tentativas e diferentes namorados.
Tem quem só consegue com o famoso “sexo animal”, e tem a turma do “muito amor e carinho ou não rola”.
O importante é conhecer o que te ajude.
O importante é conhecer o seu próprio corpo.
Esse é o segredo.
O conhecimento do seu próprio corpo não te ajuda só a encontrar a melhor posição, mas também entender que você não funciona de manhã, ou antes de fazer xixi, ou depois de tomar cerveja, ou só se tomar muito saquê, ou que o tapete machuca, ou a barba do namorado pinica, ou antes do vencimento da conta de luz, ou depois da briga com o chefe…
Não importa. Conhecer o que te estimula e principalmente o que te broxa é o primeiro passo pra fazer do orgasmo o seu melhor amigo.
Quer ver?
A.C., 35 anos: “Gosto de ficar por cima, porque tenho total domínio do encaixe, intensidade e ritmo dos movimentos. Nessa posição, posso esfregar o clitóris no corpo dele, o que ajuda muito.”
L.N., 28 anos: “O meu primeiro orgasmo vaginal foi com um carinha que tinha acabado de conhecer. Era a primeira vez que me via transando sem pensar em nada, na verdade, só pensava em cada vez ter mais prazer, e não estava nem aí se o cara tava gostando ou se tava reparando nas minhas celulites.”
F., 31: “Sei exatamente o lugar que tem que ser estimulado pra eu atingir o orgasmo. A regra é rolar em todas as transas. Tem que ser forte e no mesmo ritmo. Pra mim, é tudo (orgasmos clitoridiano e vaginal) a mesma coisa e vem de um lugar só: da cabeça.”
P.N., 31 anos: “Confesso que morro de preguiça de transar às vezes… mas se o cara vier com carinho e mão grande me acende fácil fácil. E nada melhor do que ficar por baixo, com ele meio ajoelhado e eu podendo mexer no clitóris para ajudar.. é satisfação garantida!”
Para ajudar mais um pouco:
8 posições certeiras para o seu orgasmo
Idéias de sexo a jato para pessoas muito ocupadas
Depois de tudo isso, só falta comemorar!
Assunto: Tudo
4 de Abril, 2008, 4 comentários
E eis que descobri que tenho fãs. E melhor, fãs de vida sexual invejável. Me sinto uma Joana Ubalda Ribeiro, e espero mais histórias do querido Leãozinho para publicar meu primeiro livro: “A casa dos jantares gostosos”. Talvez eu trabalhe melhor nesse título. Divirtam-se.
**
Olá, srta Verinha!
Sempre entro por aqui para ler suas histórias, mas eis que recentemente passei por uma que creio que vale a pena ser contada, em sinal de retribuição. Este “causo”, que ficou conhecido como “jantar-suruba”,sucedeu-se no ano passado, quando uma amiga convidou-me para um jantar em sua casa, com alguns outros poucos amigos.
Eu e um amigo chegamos lá, conhecemos o resto do pessoal, conversamos e bebemos enquanto aguardávamos o jantar, que demorou um pouco mas chegou. No jantar, mais bate-papo, mais e mais bebidas e a noite seguia seu curso.
Até que alguém propôs que jogássemos “eu nunca”. Caso você nunca tenha jogado, as regras são muito simples: alguém faz uma afirmação usando o “eu nunca” (como em “eu nunca li o Papo Calcinha”) e então todos os que já fizeram isso (ou seja, todos que já leram o Papo Calcinha) bebem um gole de suas respectivas bebidas. Como você pode perceber as regras são simples. Depois de algumas rodadas, não dá pra esperar que alguém lembre de regras complexas.
Claro que a graça do jogo é fazer as perguntas mais descabidas para ver quem irá tomar mais um gole (mesmo que você já tenha feito, o interessante é encontrar quem “compartilha” isso). Normalmente o jogo começa assim:
- eu nunca jantei na casa de fulano; ou
- eu nunca vi o sol nascer na praia
e termina mais ou menos assim:
- eu nunca tive tesão por ninguém que está aqui; ou
- eu nunca transei no cinema; ou ainda
- eu nunca fiz/recebi fio-terra
Após muito álcool, “eu nunca” e verdades descobertas, alguém sugeriu “verdade ou desafio”. Mais regras simples (não disse que jogo de bêbado é sempre simples? rs): ficam todos em um círculo, roda-se uma garrafa e, de acordo com a posição em que ela pára, uma pessoa irá perguntar e a outra escolhe, antes de ser perguntada, entre responder a verdade ou encarar um desafio.
A graça estava no “desafio” já que a maioria das verdades já haviam sido reveladas no “eu nunca”. O novo jogo foi apenas uma desculpa para “baixar o nível”. Não tardou a aparecer o desafio “beije alguém da roda” e duas das garotas se beijaram (aqui um importante detalhe: todas as 5 garotas eram bissexuais, os 3 caras heteros e um gay). Até aí nada demais, até que os beijos foram ficando mais e mais “calientes” e, a certa hora, a anfitriã sumiu do círculo com uma das garotas.
Com a baixa, alguém surge com outra idéia “genial” de desafio: lap dance (lembra da Natalie Portman esfregando-se no Clive Owen no “Closer” sem ele poder tocá-la? isso é um lap dance). Do lap dance individual (uma pessoa faz e outra recebe) para o lap dance coletivo (uma pessoa recebe e TODAS as outras fazem) foi um pulo e, daí para todo mundo literalmente se pegando foi outro pulo com roupas se perdendo pelo caminho.
As protagonistas eram duas garotas, arrancando suas roupas em uma tremenda pegação. O restante agarrava uma, outra ou as duas, mais roupas no chão e a coisa só esquentava. Até o ápice em que a cena envolvia 3 garotas e 3 caras em uma coreografia erótica, ou melhor, uma “disputa”: para onde quer que se olhasse havia alguém “lutando” com outro alguém por determinada pessoa (ou por determianda(s) área(s) de determinada(s) pessoa(s)).
Aos poucos uma garota saiu da brincadeira (a terceira garota, não as protagonistas) e, pouco depois, eu saí também, pois percebi que o lance era mesmo entre as protagonistas que, a essa altura, pouco se importavam com os coadjuvantes da história.
Apreciando a mis-en-cene e conversando sobre a mesma estávamos eu, a garota recém-saída e o gay (que desde o começo da pegação geral ficou na sua no sofá). Nos perguntávamos quando os outros dois caras iriam perceber que estavam sobrando na brincadeira, apesar de seus esforços com bocas, mãos e afins. Eram solenemente ignorados pela dupla feminina, entretidíssimas entre si até acabarem com a festa (deles) e isolaram-se a dois (ou “a duas”?) em um dos quartos.
Não parecia haver mais muito o que fazer, cada um achou sua roupa, vestiu e fomos todos embora as 7h da manhã de uma quinta-feira. Todos menos a anfitriã e as duas do quarto - é preciso dizer.
Dia seguinte, meu telefone tocou bastante. Meu amigo em “ressaca moral”, culpando o alcóol e certo de que não servia pra esse “tipo de coisa”. Minha amiga-anfitriã comentando que o melhor era que nada daquilo havia sido planejado, decepcionada porque havia perdido o melhor da festa (lembrem-se que ela “sumiu” no meio da noite) e ansiosa por repetirmos a noite maluca. Ainda não repetida.
Quanto a mim? Passei o dia revivendo os acontecimentos daquela noite e refletindo sobre algumas instruções básicas que elaborei para jantares-suruba:
1 - Beba o suficiente para perder os pudores, mas sem perder a memória (chamo isso de estado “fácil”). Você será recompensado quando todos estiverem em ressaca ou amnésia, enquanto você lembra de todos os mínimos detalhes;
2 - Lembre-se que uma suruba é um jogo de poder, onde todos disputam para satisfazer suas próprias vontades. Ou seja, esteja preparada(o) para entrar nessa “briga”, ou apenas assista de camarote;
3 - Perceba se está “sobrando” na cena e, nesse caso, saia de quadro e apenas assista. Respeitar a regra número 1 ajuda a conseguir perceber isso;
4 - Não entre em uma dessas se você pressente que irá ter uma ressaca moral no dia seguinte. Mas se você não tiver pudores, vá em frente e aproveite!
Espero que tenha gostado de ler minha história tanto quanto eu gostei de ler as suas.
Beijos,
Leãozinho
Por Verinha.
Assunto: sexo do bom, fantasias, Tudo
29 de Fevereiro, 2008, 5 comentários
George Michael declarou recentemente ter praticado sexo com cerca de 500 homens nos últimos 7 anos. 70 por ano, 6 por mês, 1,5 por semana, seja lá o que esse 0,5 signifique. Tal declaração me fez pensar no meu próprio número, obviamente, nem de longe tão expressivo quanto o de George. Será que este número realmente diz alguma coisa sobre mim? E em caso positivo, a pergunta quando feita por um parceiro, é válida? E decidi sair, novamente, em pesquisa de utilidade pública, entre casados e solteiros, homens e mulheres, entre os 20 e poucos e 40 e poucos:
Antes de mais nada, constatei o que já desconfiava: são os homens os mais frequentes sujeitos de tal pergunta, mesmo que eu não tenha encontrado tantos homens sujeitos-confessos. Foram as mulheres que me contaram de seus homens perguntadores, o que me leva a outra conclusão básica: pessoas mentem. Sobre suas perguntas e seus números.
As mulheres super sinceras e que nem cogitaram mentir são justamente as que têm os números mais deliciosamente prazerosos para o ego masculino: “dois, incluindo você”. No máximo, três. Para o resto das meras mortais, a pergunta intimida e, tentando adivinhar a resposta desejada, mentem. Convenhamos, tentar adivinhar o que o outro quer ouvir é meio estúpido. Tão estúpido quanto perguntar. Pergunta cretina, resposta cretina. Não posso dizer que foi unanimidade feminina, mas a grande maioria concorda: a pergunta é desnecessária, imbecil e machista, pelos mesmos motivos que as levam a não proferir mesmíssima pergunta:
“O que importa é que ele está comigo agora.”
“Quem procura, acha. Prefiro pensar nele comigo somente, do que ficar imaginando ele com outras mulheres”
“Seja o número dele alto ou baixo, de alguma forma, o trouxe até mim e isso me basta”
Por outro lado, encontrei também – entre homens e mulheres – os que não consideram a pergunta machista, mas simplesmente curiosa. “Quem ama, quer conhecer a vida do outro, e isso inclui o sexo” – dito por uma mulher, que continua: “as experiências passadas dizem muito sobre quem a pessoa é, e explicam muitos comportamentos, idéias, inseguranças e atitudes”. Ok, eu concordo que o passado forma quem você é agora. Por esse ponto de vista, a pergunta feita sem julgamentos pode ser válida, desde que dentro de um contexto maior. E vamos combinar: se não sabe lidar com qualquer possível resposta, não pergunte. Vamos a alguns exemplos ilustrativos (e qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência):
***
- E aí, com quantos você já transou?
(a moça, antes feliz por ter encontrado um suposto alguém legal, gela: ‘o que será que ele quer ouvir?’)
- Sei lá, uns 30.
(com cara de espanto)
- 30 ????
(e ela não sabe se xinga o sujeito e manda ele catar coquinho, se inicia um discurso feminista, se retribui a pergunta para provar a normalidade dos fatos, se fica envergonhada e tenta consertar a resposta. Finalmente, conclui que devia ter respondido 128. Se é pra chocar, vamos fazer direito).
***
- E aí, com quantos você já transou?
- Nunca me preocupei em contar, acho que isso não importa.
- Nunca contou? Ah, conta agora…
- Pra que ficar lembrando de passado, vamos aproveitar o momento agora…
- Ih, porque? Perdeu as contas?
(e o moço insiste, a situação fica cada vez pior, ela se irrita e responde ‘138, talvez 140’, e tudo termina numa inevitável e inútil briga do casal)
***
Para a felicidade geral da nação feminina, também encontrei homens que dispensam a pergunta ou curiosidade. Preferem não saber, e não julgam importante. Amigos queridos: conversem mais com seus amigos, e nos ajudem a reverter esse quadro
Quanto aos números em si, foram dos mais variados. Há as felizes e sortudas, com seus 1 ou 2, para as quais a quantidade tornou-se simplesmente desnecessária após encontrarem, rapidamente, suas caras-metade. A situação oposta também pode ser o motivo de tanta busca: “Demorei a entender porque diziam que sexo é tão bom. A experiência não foi boa com meu primeiro namorado, e passei um bom tempo experimentando até entender.” – confidenciou uma entrevistada, do alto de seus 36 com aproveitamento máximo de talvez uns cinco ou seis. Quantidade definitivamente não é sinônimo de qualidade. E se tem as que buscam muito para se encontrar, há também as que buscam tanto simplesmente porque querem parar de buscar. Enquanto não acham, vão preenchendo quadradinhos no caderninho. Nem todos felizes. “Eu era feliz e não sabia” – afirmou uma desiludida solteira, beirando sua primeira dúzia, que achava que sexo seria sempre bom como foi com seus primeiros amados parceiros. Otimista, conclui: “Cada experiência ruim me faz entender melhor o que me agrada, e quanto mais raras as boas mais proveito quero tirar delas quando acontecem”.
Fato interessante é que foram as mulheres as que mais se dispuseram a me contar suas quantidades. Dentre os homens que me responderam sobre o assunto, apenas dois me contaram seus números. Eu respeito o direito a privacidade de todos, e sempre aviso que não é preciso responder, mas isso deve dizer alguma coisa, não? Talvez não contem, talvez tenham perdido as contas ou quem sabe perceberam o quão inconveniente é a fatídica pergunta.
Um de meus dois amigos no estilo ‘minha vida é um livro aberto’, perdeu as contas após complicado cálculo: se foi caso exclusivo de sexo oral, conta pro número? em sexo grupal, cada pessoa conta como 0.5? um menáge a trois conta 1 ou 2 unidades? profissionais do sexo devem ser incluídas na conta? Para simplificar, excluiu todos os casos considerados dúbios e chegou ao número de 20. Como dona da pesquisa, defino: sexo oral conta; no grupal cada um vale como 0.5; no menáge são 2 unidades; profissionais do sexo contam sim, e esse número de 20 foi desclassificado. Me restou apenas um amigo com suas 9 bem aproveitadas mulheres, impossibilitando o que seria certamente uma estúpida comparação estatística entre homens e mulheres. Melhor assim, ninguém precisa dessa guerra dos sexos mesmo.
E depois que um amigo me contou, chocado, que uma moça lhe confessou seus 17, reiterei minha decisão – pelo bem da comunidade feminina e pela certeza da estupidez da tal pergunta – de não divulgar estatística alguma. Afinal, não existe número ideal. Se concordamos que o sexo melhora com a intimidade, pessoas com alta incidência de recorrência com baixa quantidade de parceiros seriam as ideais. Por outro lado, se pensamos que são as diferenças que nos movem e ampliam nossa visão do mundo, o melhor seria variar para livrar-se de idéias pré-concebidas e romper com desnecessários tabus, colocando os de maior número numa posição privilegiada. Maior número, mas não 500. Convenhamos, é uma questão de tempo. Quem transa com 500 não pode ter tido tempo hábil para explorar cada um(a). Bendito seja o equilíbrio: nem tanto, nem tão pouco.
E por aqui vou ficando, sem brilhantes conclusões ou estatísticas curiosas, apenas reafirmando o óbvio já sabido desde o início: qualquer número - grande ou pequeno - tem alguma história que o conte. E é essa história a que, talvez, valha a pena contar.
* Dica para as calcinhas: minha teoria particular, formulada após vasta pesquisa, é que as dezenas assustam os machos de plantão. Se quer agradar seu homem-machista, mantenha-se abaixo de 10. Se machismo é algo que corta seu tesão, fale a verdade e lide com as consequências. E caso tenha encontrado um espécime que não seja machista, levante as mãos para os céus e agradeça 3, 10, 20 vezes.
** Pra fechar, piadinha infame, apropriada ao tema e obviamente contada por um homem no decorrer da pesquisa:
- Querida, aposto que você não é capaz de dizer algo que me deixe feliz e triste ao mesmo tempo…
- Teu pau é o maior de toda a vizinhança, meu amor!
Por Micaela.
Assunto: Dicas PC, esses homens...
29 de Janeiro, 2008, 10 comentários
“Let’s get it on”, de Marvin Gaye é famosa por estar entre as top 10 de dez entre dez listas de músicas sexy, assim como “Sexual Healing”. As duas estão nessa lista das sugestivas (e ecléticas) 69 músicas mais sexy da história. Se música sexy é música boa para a prática do sexo, eu espero nunca encontrar alguém que concorde com a inclusão de Britney Spears (“I’m a slave 4 U”) ou Pussycat Dolls (“Don’t Cha”) na lista – totalmente anti-climax pra mim. Mesmo “Let’s get it on”, e eu sou fã de Marvin Gaye, me soa meio brega e com cara de elevador de motel. E por mais que eu ame Madonna, “Like a virgin” me faria pensar no sutiã de peitos de cone e daí para uma crise de riso é um pulo. Ok, talvez servisse para um sexo bem-humorado
Frustrada com a lista, motivada pela minha eterna curiosidade sobre as quatro paredes alheias, e com o Papo Calcinha como a desculpa perfeita para perguntar assim-na-cara-de-pau, saí em pesquisa de utilidade pública: música e sexo combinam? Qual sua trilha sonora favorita?
Para a felicidade geral da nação, descobri que em termos musicais-sexuais, a variedade impera, tem gosto pra tudo e não há uma única regra.
L.N., 35 anos, de casamento marcado e apaixonado pela namorada de longa data, abriu a enquete com toda sua sinceridade: “Nem sabia que tinha gente que pensava nisso”. Apreciador de uma boa música em outros momentos da vida e satisfeito com a qualidade de seu tico-tico-no-fubá, já começou provando que nem todos fazem o estilo sexual-musical. E ele não está sozinho. E.S., 29 anos e M.G., 30 anos, o apaixonado marido relatam que a música desconcentra e na hora H preferem o silêncio preenchido pelos sons habituais e naturais da coisa toda. Não satisfeita com a resposta, acabei descobrindo um segredo do casal: é só tocar “With or without you” do U2 que os dois trocam olhares cheios de segundas intenções, seja onde for. Tão romântica essa coisa de música afrodisíaca com declaração de amor…
F.O., 32 anos, solteiro e bom partido, aumenta o time dos que preferem sem música. “A não ser que seja música naquele esquema consultório, só como pano de fundo”, diz logo em seguida. E apesar de dispensável na hora H, a música tem seu espaço na hora da sedução, e ele confessa que para agradar as moçoilas e criar o clima para o ‘bote’, ele costuma optar por Ben Harper ou um bom jazz. Ah, o bom e velho jazz, que já embalou embalou inesquecível noite de sexo pra Betsy, amiga-calcinha-colunista.
S.O, 34 anos e P.F., 38 anos, namoradas apaixonadas há longos anos, confessam fazer o estilo musical e uma trilha sonora é sempre bem vinda. No momento, elegem a roqueira Melissa Ethridge com seu disco “Yes I am” como fundo musical de maior agrado, e mais especificamente a faixa “I’m the only one”. Será que as mulheres são mais musicais?
A tirar pelos depoimentos seguintes, me parecia que sim. P.T., 29 anos e solteira-eterna-enrolada, diz que se derrete se o rapaz coloca a voz rouca e sexy de Sade pra tocar. Jack Johnson também funciona bem, e F.C., 31 anos e recém-solteira concorda absolutamente. Melhor que sexo ao som de Jack Johnson, parece que só sexo com o próprio Jack Johsnon
E eis que surgiu um representante masculino de peso no time dos musicalmente ativos. J.M., 29 anos e recém-apaixonadíssima me contou que M.K., 28 anos, namorado fofo e produtor musical gravou em CD a trilha sonora do casal, com direito a música especial para tocar no momento debaixo dos lençóis (ou talvez em cima, ou completamente fora deles, esses detalhes ela omitiu) da primeira viagem a dois. E como produtor musical que se preze não escolhe o óbvio, ele optou pela inusitada “World, hold on” de Bob Sinclair. Parece que o mundo pára quando esses dois resolvem entregar-se a luxúria
E nem só de música estrangeira vive-se sexualmente pelas terras brasilis. P.M., musicalmente ativo ocasional e de idade não revelada, relembra entre suspiros uma experiência ao som do samba de “Menino do rio”, disco de Mart’nália. Espero não ter causado ciúmes na nova, apaixonada e simpática namorada, e que a pergunta indiscreta ative o lado musical do casal propiciando deliciosos momentos (e o papo calcinha segue incendiando casais…). Outra nacionalista é D.S., 30 anos e fã de gringos, que contou de um namorado americano, recém fã de música brasileira, que pediu Chico Buarque na hora H. Descobriram um CD dedicado a música para amantes na coletânea de Chico que encaixou-se muito bem na situação, e desde então ela vem experimentando outras trilhas nacionais para seus casos internacionais.
E a pesquisa continua. Leitor querido: sinta-se à vontade para contar-nos sobre suas preferências sexuais-musicais. Ou simplesmente inspire-se com essas inúmeras dicas musicais, ligue o som e vá curtir o que essa vida tem de melhor
Por Micaela.
Assunto: sexo do bom, Dicas PC
26 de Dezembro, 2007, 3 comentários
Nessa época de virada de ano, lembro de uma fantasia não realizada. Sonho em passar uma noite de reveillon transando com alguém que amo, passando os primeiros segundos do novo ano gozando, ouvindo fogos de artifício em nossa homenagem e acreditando ser isso a garantia de muito sexo e amor durante mais um ano.
Nunca realizei. Mas o que seria de nós se todas as fantasias já estivessem realizadas, não? Melhor guardá-las para o momento certo. Pelo visto, esse momento ainda não é agora. Quem sabe em 2009? E se esse post servir de inspiração para algum casal apaixonado, já fico feliz. Depois me contem aqui ![]()
Por Verinha
Assunto: Rapidinhas, fantasias
16 de Dezembro, 2007, 2 comentários
Já viram um episódio de Sex and the city, em que a Charlotte compra um novo amigo-vibrador, e não quer mais sair de casa? Exatamente assim que me sinto.Verinha já escreveu sobre mulheres que vibram. Confesso que vibro faz tempo, mas agora vibro com potência tal, que preciso compartilhar a dica com vocês.
O Platinum 7th Heaven Rabbit Pearl faz jus ao nome. Um vibrador com estimulador clitoriano, em forma de coelhinho. A cabeça realiza movimentos giratórios enquanto vibra, em 7 possíveis intensidades. O corpo tem umas bolinhas massageadoras, que também giram. O coelhinho vibra de 7 formas distintas: tem de vibração contínua aquela vibração ritmada, com intervalos. Você controla a rotação e a vibração do coelhinho separadamente.
Especificações técnicas a parte, o fato é que meu novo amigo (ainda sem nome) é poderoso. Sempre achei essa história de vibrador que gira meio estranha, afinal não conheço pau que gire. No entanto, essa coisa rotatória dá mais realismo ao ato. Deve ser porque os homens se mexem, apesar de seus paus não girarem. As bolinhas massageadoras dão um toque especial. Me lembram a personagem de “O Rei de Havana”, de Pedro Gutierrez. Ele implantava umas bolinhas de aço no pênis, em uma prisão de Cuba - parece que é comum por lá. As mulheres no livro ficavam enlouquecidas, e eu sempre fiquei curiosa. E deu vontade de encontrar uns ex-presidiários cubanos
As 7 formas de vibração do coelhinho são MARAVILHOSAS. Dá para começar devagar e ir aumentando. E a tal da vibração ritmada é o máximo. Simula aquela coisa provocativa: quando você está começando a gostar, ela pára. Dá para usar só o coelhinho ou só o corpo do dito-cujo. Mas o auge definitivamente ocorre ao usar os dois juntos.
A principal diferença para os demais vibradores? Ele permite o sexo em etapas. Vai das preliminares - com a vibração ritmada do coelhinho ou os modos de vibração mais suaves - ao ápice da coisa, com o uso simultâneo do coelho e do amigo em si - passando por vários estágios intermediários: os movimentos giratórios que te “massageam” antes da penetração, a vibração do coelhinho aumentando aos poucos, os movimentos giratórios aumentando de intensidade… Ai, ai.
O único problema é o preço. Ele é caro. E difícil de encontrar. A A2 – que não tem loja virtual – tem o produto. A Amazon vende. A siteG (www.siteg.com.br) oferece algumas opções similares (busque por rabbit). Vale dizer que, as 7 opções de vibração do coelho, eu só encontrei no Platinum 7th heaven mesmo.
Recomendo, recomendo, recomendo três vezes. Mas vale avisar: este produto pode viciar. Recomenda-se o uso discreto e com parcimônia. Recomendável também a alternância com a prático de sexo a dois.
Por Bete.
Assunto: Dicas PC
7 de Dezembro, 2007, 2 comentários
Ela havia terminado uma longa relação recentemente. Estava emocionalmente abalada mas, naquele momento, sentia falta mesmo era do sexo. Sexo a qualquer hora, sem muitos preâmbulos e com garantia de qualidade.
Mesa no bar do hotel, com colegas de trabalho, onde estavam todos hospedados. Papo vai, caipirinha vem, e aquele tesão reprimido aumentando a cada colega que subia para o quarto. Ficou apenas um. Não se sabe se pela bebida ou pelo tesão, mas ela o imaginava jogando-a na parede, rasgando sua blusa, levantando sua saia. E na mesa do bar, no chão do quarto, ele puxava seu cabelo, mordiscava, falava sacanagem em seu ouvido e metia tudo com força e naquele delicioso balanço. Tudo isso enquanto, sonsa, continuava o papo sobre a cidade, filmes, projetos.
Saíram do elevador. Os quartos eram no mesmo andar, o dela era antes. Despediram-se com aquele beijinho safado que quase escorrega para a boca. Era o último dia dela naquele hotel. Em um rápido segundo, deu-se conta que não havia nada a perder. Chamou-o, ele voltou, ela tascou-lhe um beijo, abriu a porta meio sem jeito, e caíram pra dentro do quarto.
Roupas tiradas apressadamente, muitos beijos, mãos, confusão. O desejo reprimido, somado a raiva das recém-separadas – tudo prestes a explodir. Ele estava indo bem. Até que parou e a olhou nua. Disse que era linda. Queria fazer tudo com calma, aproveitar cada momento. E começou a beijá-la calmamente. Da boca a ponta do pé, explorando cada detalhe, acariciando cada partezinha. Após frustradas tentativas de mundaça do rumo da coisa, ela – entediada – teve uma crise de riso. Ele, aparentemente sem entender muita coisa, disse:
“A maior parte dos homens iria simplesmente te comer loucamente. Eu quero ser diferente, e quero te dar prazer de uma forma especial”.
Ele tinha razão, e a culpada era ela mesma que escolheu o provável único homem errado na hora errada. Ò vida, ó azar. Inferno astral. Burrice. Ausência de capacidade para escolher um homem certo – seja para amar ou para dar. Passada a crise de riso, ela quis chorar. Mas deixou-o satisfazer seu desejo, afinal já estavam ali. Muitos beijos, carícias e chupadas (se ele ainda chupasse bem…) depois, ele cansou (ou desistiu) e dormiu. Ela chorou. E quando finalmente dormiu, sonhou com um quase estranho que a comia loucamente.
Por Verinha.
Assunto: Tudo
20 de Novembro, 2007, 8 comentários
Muito já se falou sobre web sex por aqui… Mas ainda há muito a dizer, certamente.
Uma amiga me contou que anda realizando uma antiga fantasia, graças a esse mundo virtual. A brincadeira é a seguinte: ela entra em um canal desses de sexo (tem no UOL, Globo.com, todos os grandes portais), em 2min encontra um estranho. Trocam MSN (ou qualquer equivalente), ligam a webcam.
A amiga vestida em trajes sumários, sexy. Somente o corpo aparece. Começa o showzinho - mostra um pouco dali, um pouco daqui, um rápido strip. O estranho torna-se um estranho duro e animado. Na companhia do amigo-vibrador-de-todas-as-horas, o show fica mais picante e empolgante. A visão do duro estranho, a movimentação do outro lado, a sensação de estar sendo observada a excitam. O ato não chega a durar 5min e ela goza (vibradores são poderosos…). O moço está lá do outro lado, quase chegando lá, e ela calmamente desliga a webcam.
O estranho manda mensagens, pede pra ela voltar, diz que ela é o máximo, gostosésima, ele estava quase gozando. “E daí, eu já gozei!” – ela pensa, e acende um cigarrinho. E eis a grande graça da brincadeira. Quanto mais ele pede, melhor fica. Ah, o doce sabor da vingança…
São duas fantasias de uma vez só: sexo com estranhos e homens-objeto. E ela ainda sente-se poderosa vingando todas as mulheres desse mundo que sofrem com o egoísmo e egocentrismo de tantos homens ditos machos por aí. A empolgação é tanta que ela parte para buscar a nova vítima.
O estranho? É bloqueado e ignorado solenemente, muito provavelmente até o fim dos seus dias. Esse mundo virtual está cheio de possibilidades, é questão de saber aproveitar
Por Verinha.
Assunto: Rapidinhas, esses homens..., fantasias
14 de Novembro, 2007, 15 comentários
Sexo é assunto para muitos clichês. Várias frases “batidas” por aí, e dentre elas a famosa “entre quatro paredes, vale tudo”. Vamos combinar: nem tudo, né?
Sou totalmente a favor do sexo sem tabus, o que não significa que é obrigatório fazer tudo. Claro que, dentro de uma relação de confiança, novas experiências são bem vindas, e obviamente não vamos gostar de todas. Mas seja qual for a experiência, para realizá-la é preciso um mínimo de conforto com a situação. Sexo com constrangimento ou desconforto é receita infalível para sexo de péssima qualidade, para todos os envolvidos. Creio que isso é um consenso coletivo, não?
Experiências inovadoras e ousadas a parte, o que quero dizer mesmo é que esse “tudo” muitas vezes exclui várias coisas simples, básicas. Costumo dizer que cada mulher deve dar-se ao direito de ter até três regras inquebráveis, seja qual for a situação.
Eu tenho as minhas:
Será que só eu tenho minhas regrinhas? E vocês, queridas leitoras, quais são suas regrinhas inquebráveis?
Vale dizer que a teoria das 3 regras vale para os homens também. Cuecas de plantão: sintam-se a vontade para expô-las, vou adorar saber!
Por Rafa.
Assunto: Rapidinhas, Tudo
9 de Novembro, 2007, 17 comentários
Sim, é complexo, mas possível. Se você já passou do cabo da boa esperança, isto é, do 5o mês, já pode tentar de ladinho mesmo ou de quatro. O difícil vai ser com o homem em cima ou você em cima, não é muito confortável. Interessante dizer que pesquisas mostram que 70% dos homens brocham psicologicamente, antes mesmo de tentar algo fisicamente, ou de começar qualquer ação. Isso começa a acontecer mais quando a sua barriga começa a assumir um aspecto mais bola de futebol, digamos assim. O motivo é porque os fofuchos pensam que o p… deles é tão gigante que vai “pescar” o bebezinho lá de dentro, cutucá-lo ou machucá-lo de alguma maneira. Super compreensível, hein?
Mas também, cá para nós, se existem mulheres que sentem muita vontade de fazer sexo grávidas, elas devem ser de Vênus mesmo. Eu mesma estava sedenta até o 3o mês, depois, meu desejo foi imediatamente substituído por uma vontade louca de comer bombas de chocolate, e assim se mantém até quase o 6o mês. Bom, para a relação sexual não ficar no limbo, você não se sentir uma ameba e seu homem um deslocado, apostem nas brincadeirinhas e carícias, orais inclusive. Mas vale lembrar que a aura de cuidado, proteção e carinho que envolve esse período deve ser preservada, elogiada, curtida e aproveitada, com muitos beijinhos, cafunés, massagens e óleos. Uma grávida nunca esquece como foi tratada durante essa fase tão significativa na sua vida. Por isso é bom que o macho a trate bem!
E, antes que haja dúvida, para o bebezinho é sempre excelente que a mãe sinta prazer, de qualquer forma, os hormônios liberados são ótimos para ele, inclusive se houver ejaculação as proteínas são ótimas também para protegê-lo. Mas é melhor não se forçar a nada, que haja muito diálogo e que os pais estejam tranqüilos, felizes e realizados. Todos ganham com isso, inclusive o bebezinho.
Por Mamãe
Assunto: Mitos que caem, Dicas PC