De São Francisco a Portland

27 de Outubro, 2008, Comente »

O que fazer no feriado prolongado de Thanksgiving se você não vai enfrentar nenhum almoço com muito peru e farofa? Pé na estrada. Dei uma olhada no mapa e mostra muitos kilómetros entre São Francisco e Portland que dá para fazer em 10 horas de estrada pegando a I-5. Só que para curtir a vista decidimos pegar a 101 North que vai pela costa mas leva umas 15 horas. Vale a pena ir pela costa já que a vista é linda. Recomedo calcular para quando passar pela floresta de redwoods, aquelas árvores gigantes, você passar durante o dia e fazer uma parada. O tamanho das árvores é realmente impressionante.

Hwy 101 Gold Beach, Northwest California

Depois de dirigir 10 horas paramos em um dos hotéis na beira da estrada. Fique esperto com o horário, depois das dez da noite alguns hotéis de beira de estrada fecham a recepção e você não tem como fazer check-in. Demos sorte, o hotel tinha uma cama king size daquelas que você afunda com lençol de um milhão de fios egípcios. Aqui eu já não sei se o cansaço era tanto ou a cama era muito boa mesmo.

Portland é uma cidade linda e charmosa. O melhor é que o estado do Oregon não tem imposto de vendas, sales tax, o que faz com que tudo fique 8% mais barato que a Califórnia.  Com a ajuda do site Tablet Hotels eu escolhi o Ace Hotel, um boutiqe hotel bem localizado no centro, sem frecuras e nem muito serviço. O que eu mas adorei do hotel é que eles tem uma cabine de fotos preta e branca na entrada. Diversão garantida.

Ace Hotel, Portland OR

Passeie pelo centro, curta as cafeterias já que café é levado a sério aqui, vá na livraria Powells, marco de Portland. A cidade é pequena mas é culturalmente agitada, vale a pena checar o que esta acontecendo no site Travel Portland.

A viagem não termina em Portland, agora vem a segunda parada Seattle, mais na semana que vem.

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Como me apaixonei por uma piscina

28 de Fevereiro, 2008, 3 comentários

Mais uma viagem sem nenhuma pesquisa prévia sobre o país. A única coisa que eu sabia é que para a Coréia do Sul os brasileiros não precisam de visto.  O trânsito é um caos e demorou uma hora e meia para chegar do aeroporto de Incheon, Seul até o hotel. O jet lag sempre me pega pesado. No dia seguinte vem a surpresa. Vou para a academia do hotel no 24 andar e dou de cara com a piscina mais linda e deliciosa que eu já vi. Água sem cloro que transborda nas quatro laterais. Para quem nada é uma delícia porque não faz nenhuma onda. Uma piscina de pedra no alto do prédio. Na hora de respirar enquanto nada, você se depara com o incrível visual da cidade. Naquele momento eu juro que eu sonhei em voltar para o Brasil e contruir uma piscina destas em casa.

Park Hyatt Seoul, Korea
995-14 Daechi 3 - dong Gangnam - gu
Seoul
135-502
South Korea

Tel: +82 2 2016 1234

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Férias que não são férias. Brasil aqui vou eu!

26 de Outubro, 2007, 1 comentário

Tirar férias e ir para o Brasil não é a melhor decisão se o plano é descansar. Entre homologação no sindicato depois de quase dois anos, 3 casamentos, vários almoços, churrasco e jantares com a família e a tentativa de rever os amigos, não sobra muito tempo para mais nada.

Chegar no Aeroporto de Guarulhos, ver aquele céu cinzento, ruas esburacadas, poluição, só pensava em voltar para a minha casinha. Mas as horas passam e a gente vai se acostumando. Depois de duas horas já estava empolgada para bater perna por aí. Pegamos um ônibus, por mais indignação das amigas de não entender esta minha vontade de andar de ônibus, e fui conhecer o Mercado Municipal depois da reforma e comer o pastel de bacalhau. A melhor parte mesmo é provar fruta a vontade nas barraquinhas.

Mercado Municipal São Paulo

tropicália
Não satisfeita, a volta foi caminhando pelo Jardins até a Galeria dos Pães para comer muito pão de queijo, queijinho di minas, toddy batido, goiabada com catupiry. Três quilos mais gorda e só pensando em quanto eu vou ter que pedalar na minha volta para queimar esta lambança, eu ainda não estou satisfeita. Reservei comida mineira, churrasco e para fechar um almoço no D.O.M.

O D.O.M foi uma decepção, sei que é difícil de acreditar mas 3 horas depois e R$200,00 reais mais pobre, saí de lá triste. Eu paquero o D.O.M. faz alguns anos e depois de conhecer o Alex Atala em Londres fiquei com mais vontade ainda de ir. O serviço e o ambiente são nota dez, carta de vinhos cara mas ótima. A minha comida estava sem graça. Comi o peixe bonito com caldo de tucupi ou alguma coisa do gênero. Eu só ficava olhando para o prato do bonitão, um risoto de grãos brasileiros bem mais saboroso que o meu. O trio de sobremesas não animou, fiquei sonhando com o souffle de goiabada com calda de catupiry do restaurante Carlota. De qualquer maneira eu pretendo voltar e pedir o menu degustação.

trio brazuca

A melhor parte de voltar: ver a família, os amigos e ver uma São Paulo sem outdoors.

A pior parte: o Brasil está incomprável, mesmo em dólar, tudo está muito caro, voltei triste com só um par de sapatos.

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Se você mora no exterior…

10 de Outubro, 2007, 2 comentários

Não conte para ninguém que você vai para o Brasil passar férias.

Aqui está a lista de itens solicitados:

- Wakeboard, mede um metro e trinta e cinco centímetros. Parece pequeno mas não é, não cabe em nenhuma mala ou seja eu só posso levar 2 volumes, agora eu só posso levar 1.
- Bota do wakeboard, parece uma bota de esqui, ou seja, bem pesada. Esta coube dentro da mala mas estou torcendo os dedos para não passar o peso.
- Cartão de memória de 2Gb para camêra fotográfica.
- Hidratante para o rosto com proteção solar 30, uns três.
- Fotos impressas do filhote, não vale digital
- Freesbies (brindes) da firma, venho juntando faz 1 ano!
- Calça jeans Seven
- Ipod pink e armband.
- Perfume, o que eu escolher. Sério risco da pessoa não gostar.
- Vários pacotes de balas dietéticas.
- Blusinhas que estão na moda. Afê, vai saber o que a pessoa gosta.
- Ralador de queijo
- Jalapeños defumados do mercadinho mexicano
- Itens de bebê, qualquer coisa que eu achar útil.
- Carrinho de bebê
- Notebook, wii, ps3, iphone…fala sério!!!

A lista é grande e estranha mas no fundo eu adoro dar presentes. Eu só tive que aprender com o tempo a dizer não algumas vezes.

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A primeira vez na Ásia você nunca esquece - Parte 2

7 de Setembro, 2007, Comente »

Falam que os Estados Unidos é o pais mais consumista do mundo, agora estou na dúvida porque eu nunca vi tanta gente com sacolas de compras em pleno domingo. Estamos acostumados que domingo o dia começa mais tarde, ruas vazias, tudo meio em câmera lenta, aqui não, domingo é igual a segunda que é igual ao sábado. Entrei num shopping de onze andares ao lado do hotel e não consegui subir até o último andar porque depois de três horas eu só estava no sétimo andar. Fiquei encantada com o andar só de briquedos de vinil que agora virou moda cult no mundo ocidental.

As asiáticas são loucas por marcas e não é qualquer marca não, elas gastam pesados em Channel, LV, Prada. (O consumo é tanto que a bolsa “I`m not a plastic bag” que a Alexal comentou deixou de ser comercializada na Ásia por medo de por em risco a vida das consumidoras!) Um ótimo negócio em Hong Kong é o comércio de bolsas usadas e originais mas em ótimo estado. O país vem nos últimos anos eliminando o comércio de falsificados . Aprendi que os falsificados são classificados pelo nível de qualidade e nível “A” chega muito próximo de você achar que está comprando um artigo original. Entrei na loja de bolsas usadas e fui direto ver as Balenciagas. Custavam em média uns seissentos dólares americanos mas por mais que tenha dado coceirinha o meu único foco de compras nesta viagem foi comprar um celular quadri-banda desbloqueado para estar livre das operadoras.

bags, bags, bags...girls best friend

Para esta missão consigo um recém adquirido colega de trabalho local para me levar em Tsim Sha Tsui, um bairro bem chinês que fica na província de Kowloon e que fica aberto até uma da madrugada para fazer compras. Nos aventuramos pelas pequenas galerias de compras iguaizinhas ao Promocenter em São Paulo, versão fermentada e ele me ajuda a negociar o preço, aqui não tem muita pechincha não. Testei o telefone com o chip do Brasil e sim! o telefone funcionava.

Se você gosta de bater perna Hong Kong é um deleite só para isso. Desde muitas compras, visitas a típicos locais chineses e até praias na província de Sha Tin. Não deixe de subir o Victoria Peak com o bondinho. A vista lá de cima é impressionante e o show de luzes, de noite, que os arranha-céus fazem sincronizados é lindo. Só não recomendo nenhum restaurante por lá, tudo muito turístico e caro, não vale a pena. De lá vá para Lan Kwai Fong, é uma rua cheia de bares e restaurantes onde você vai encontrar mais expatriados por metro quadrado. É uma grande mistura mas faz a gente se sentir mais em casa.

skyline HK

Depois de seis dias de comida chinêsa eu admito que me refugiei no Starbucks no café da manhã e no Burguer King no aeroporto e foi a única vez que eu adorei comer um hamburguer lá, estava delicioso!

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São Francisco para Meninas.

17 de Agosto, 2007, 1 comentário

Agora que o período de carência de 3 meses passou eu começo a conhecer a cidade ou pouco mais do que um turista com um bom guia. “O inverno mais quente que eu já passei foi um verão em São Francisco” esta é a cara da cidade. Agosto que é o típico mês de verão nos Estados Unidos. Aqui é diferente, tem névoa quase sempre. A cidade tem sempre um micro-clima frio e venta muito, muito mesmo. O melhor mês para vir para cá é Setembro, onde todas as meninas aproveitam para usar tops e regatas guardadas todo o ano.

Se a grana não está tão curta, fique no The Clift Hotel. O hotel é lindo e badalado e fica muito perto da Union Square, onde as compras começam. Nas quartas e quintas o bar do hotel, Redwood Room fica bem lotado e recomendo fazer reserva. Aqui tudo funciona com reserva e principalmente os restaurantes fecham cedo, horário de janta aqui é por volta das sete ou oito horas. Se não tiver lugar no Clift, olhe o site Tablet Hotels, lá tem muita dica de bons e não tão óbvios hoteis.

Se você quer un novo corte de cabelo ou uma nova cor, aposte no Cowboys and Angels que fica na Union Square e peça pela Cole, ela é ótima e vai entender direitinho o que você quer. Ligue com pelo menos 2 semanas de antecedência.

Depois de bater muita perna pelas várias lojas na Union Square pegue o bondinho subindo que passa na Polk Street na própria Union que vai te deixar na Lombard Street, a famosa rua sinuosa, a vantagem é que te deixa na parte superior da Lombard, assim você só tem que descer. O bondinho que sai perto da Market Street tem filas quilométricas.

Compras na Union Square

Alexal e eu fazendo compras na Union Square.

Da Lombard caminhando você tem duas opções: ir para a Union e Chestnut Street (bem local), mais lojinhas e ótimos restaurantes ou você pode ir para o Fisherman’s Wharf (bem turista) para comer a famosa sopa clam chowder no pão italiano ou o Dungeness Crab. Do Fisherman`s Wharf da para fazer o passeio até a prisão de Alcatraz (reserve antes) e visitar a fábrica de chocolate Ghirardelli. Se a perna ainda aguentar vá para o Ferry Building, um dos meus lugares favoritos na cidade, que fica na mesma rua dos piers, na Embarcadero. Lá tem uma feira de alimentos toda terça e sábado e algumas lojas permanentes. Se a fome apertar coma no Slanted Door, maravilhoso!

Agora o melhor, se o dia estiver nublado, do Ferry Building pegue a balsa para Salsalito, só leva 20 minutos e você vai descobrir uma pequena linda cidade ensolarada. Sente em qualquer mesa disponível em qualquer café e curta o sol.

Obs: Se você precisa de uma manicure ou depilação na cidade a melhor até agora foi o Silk Nail Salon, sem contar a Maria, brasileira clandestina claro! O Silk abre até aos domingos e nos sábados tem até um brunch grátis para as clientes.

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Nova Zelândia - eu amo triatlon e não sabia disso.

15 de Julho, 2007, 2 comentários

Esta foi a viagem mais inesperada do ano, sempre tive curiosidade de conhecer a Nova Zelândia mas nunca pensava em ir tão cedo. Até surgir a possibilidade de ser espectadora do Ironman New Zealand que o bonitão ia fazer em Taupo na ilha do norte.

A Nova Zelândia é uma país de quarto milhões de habitants. Sim, só isso mesmo! É dividida entre a ilha do sul e a ilha do norte e a relação entre as duas é a mesma entre Rio e São Paulo. A ilha do sul é a mais conhecida, lá ficam as locações do filme Senhor dos Anéis, o bungy jump da ponte com quase 100 metros de altura e as famosas paisagens que combinam motanhas com neve, vulcões e desertos. O país é pequeno e esta é umas das vantagens, em poucas horas dirigindo você conhece muitos lugares diferentes.

A viagem não é tão longa depois que você chega em Los Angeles ou São Francisco. São 13 horas de vôo direto até Auckland. Recomendo ir de Air New Zealand, saindo de São Francisco e não Los Angeles, os aviões são bem mais novos e “mudernos”. O sistema de entretenimento é individual e por demanda. Assisti quase quarto filmes na ida, ajuda muito já que eu não conseguia dormir.

O objetivo desta viagem era diferente, eu fui ver o meu primeiro triatlon e já começei em grande estilo. Ironman = 3.8 km nadando + 180 km pedalando + 42 km correndo (se vc aguentar correr, já que muita gente termina andando). O Ironman da Nova Zelândia acontece no povoado (para os nossos padrões) de Taupo, na beira do de um lago cristalino em altas altitudes. O lugar é lindo e o kiwis (neo-zelandeses) recebem de braços abertos os 1.200 triatletas.

O fuso você acostuma rapidinho porque passa das 12 horas de diferença. Eu demorei mais foi entender o sotaque deles, mais enrolado que os australianos. O divertido é que os kiwis são politicamente incorretos como a gente, tiram sarro de tudo e principalmente dos australianos. Entrei em uma farmácia e o creme dizia: “Não testamos em animais e sim em aussies” hilário!

O dia da prova é bem comprido, já que os atletas tem até 17 horas para terminar todo o percurso. Por sorte eu arrumei compania de kiwis que as mulheres estavam competindo. A prova toda é muito emocionante. São atletas de todo o mundo, de diferentes formas físicas e idades. Tem a categoria de 70 anos! Muitas mulheres e muitos com somente um objetivo, conseguir terminar. Quando eu vi um japonês passar com próteses high-techs nas duas pernas, eu não aguentei e chorei!

Os próximos dias são de recuperação e claro diversão. Fizemos riverjet e claro bungy jump.

bungy jump

A prova está aqui na foto. Não preciso nem explicar que falta coragem para pular, no meu caso eu tive um leve empurrão porque por conta própria eu não pulava de nenhuma maneira. Recomendo muito, todas férias deveriam começar com um salto de bungy jump, acaba com qualquer stress.

Quando voltei para casa a primeira coisa que eu fiz foi comprar uma bicicleta. Virou paixão!

Mais fotos da viagem.

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Ainda chego lá.

8 de Julho, 2007, 5 comentários

Viagens que estão nos sonhos faz um bom tempo:

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Commute, minha viagem diária.

26 de Junho, 2007, 4 comentários

Ontem descobri na edição de julho da revista Triathlete que eu sou uma extreme-commuter para os padrões norte-americanos, o que significa que entre a minha casa e o trabalho eu levo mais de 90 minutos. Eu não posso reclamar muito do meu “extreme-commute” já que a empresa oferece transporte e coloca quatro opções diárias de horário, todos com rede wireless, para me levar até o trabalho.

Yahoo! Shuttle

Agora que já passou um mês de extreme-commute eu já estou aprendendo os macetes:

- A rede wireless do ônibus não aguenta muita gente conectada e fica impossível trabalhar, descobri observando um engenheiro que tinha conexão própria. Um cartão de 3G da operadora de celular conectado no lap-top. Para conseguir uma igual, somente com aprovação de algum mega-poderoso VP. Vai ficar para a próxima!

- O busão das nove horas sempre chega atrasado, às vezes meia hora por causa do trânsito que ele pega na volta do percurso das oito. Ou seja, impossível prever o horário de chegada no escritório e consequentemente marcar alguma reunião de manhã.

- Existe uma “regra” social dentro do ônibus. Se alguém estiver trabalhando com o lap-top no banco de traz, melhor você não enclinar a poltrona, grande risco de você escutar um longo discurso sobre onde começa a sua liberdade e termina a do vizinho.

- As pessoas sentam na janela e colocam mochilas na poltrona ao lado com a esperança de que ninguém vai sentar ao lado delas. Imagine a cara do sujeito quando eu peço para ele remover a mochila para eu sentar.

- Eu vou comprar um filtro de privacidade que a 3M lançou para lap-tops, sempre vejo uns pescoçudos(as) de olho na minha tela. Ótimo para aeroportos também.

- O trajeto é ótimo para colocar os episódios das séries de TV em dia. Recomendo: Greys Anatomy, The Office (versão americana) e The Shield (violento mas excelente)

Eu que já “comutei” por quase quatro horas diárias, entre Campinas e São Paulo, sinto falta do truco na volta nas sextas-feiras, dos comes e bebes e da bagunça. Ainda não faço parte da turma do fundão mas eu chego lá.

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Descobrindo o norte da Califórnia

13 de Junho, 2007, 3 comentários

Santa Cruz, uma pequena cidade não pretenciosa fica a duas horas ao sul de São Francisco e recomendo que você vá de carro porque a estrada US-1 até lá é lindíssima! Juntamos 10 amigos e alugamos uma casa, que por sinal estava à venda por US$ 2.7 milhões de dólares. Você imagina que uma casa neste valor é uma mansão ao melhor estilo de Hollywood, mas não é. É a terra que vale muito din-din na Califórnia.

A trupe e a casa milionária

A trupe e a casa milionária.

Santa Cruz é uma mistura de cidade universitária com o legado hippie, surfista e skatista, da legendária marca Santa Cruz. Diversão garantida é tomar um “latte” e observar os personagens passarem. Vale a pena passar no Boardwalk. É a parte mais turística com um conjunto de montanhas-russas, fliperama, e comidas trash no pé da praia. Só não vá na praia nesta região porque é a mesma experiência que ir no Piscinão de Ramos no Rio, muita farofa.

Boardwalk em Santa Cruz

A gente estranha ver todos os surfistas com roupas de neoprene em pleno verão. Aqui o mar é o Pacífico, um gelo todo o ano. Escolhi explorar a cidade de bicicleta, já que estacionar em alguns pontos é bem chatinho. Tem pista para bicicleta nas ruas principais e as pessoas pareceram ser bem cientes da presença de ciclistas. O plano foi pedalar por uma hora e ver onde eu chegava. Cheguei até Capitola, uma cidadezinha do lado de Santa Cruz e justo neste fim de semana rolava um encontro de colecionadores de carros antigos. Mais personagens divertidos para ver. Mais uma hora para voltar e haja perna, muitas subidas e descidas mas a vale a pena o visual. Se tiver sol, é lindo.

Santa Cruz, CA

O norte da Califórnia tem infinitas opções de turismo para todos os gostos e bolsos e até hoje o melhor web-site para começar a conhecer esta região é o 71 miles. Divirta-se!

Trilha sonora:

- Surfin` Bird, The Ramones
- Someday, The Strokes
- Mushaboom, Feist (a música mais mulherzinha do momento, amei!)

Músicas e links fornecidos por: Fabinho Incorporated.

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